O PDT nas eleições de 2010
MOVIMENTO DE RESISTÊNCIA LEONEL BRIZOLA - MRLB
O PDT participou das eleições deste ano de maneira confusa e desencontrada e obteve o pior resultado de nossa história.
O PDT não elegeu, pela primeira vez, Governadores de Estado, e das 54 vagas em disputa, somente elegemos dois senadores. Na Câmara Federal, embora tenhamos aumentado nossa Bancada em quatro Deputados, mantivemos os mesmos 5% da última eleição, a presença de quadros com identidade trabalhista e nacionalista reduz-se nitidamente e a filiação de última hora, ao término do prazo legal, marca boa parte dessa bancada.
As alianças refletiram o mesmo quadro de confusão e linha política indefinida, que marcam o partido nos últimos tempos. O PDT participa praticamente de todos os governos nas esferas federal, estadual e municipal, instalados nas no País: do PT no Governo Federal, estados e prefeituras; do PSDB nos Estados de Minas e São Paulo; do PMDB, do DEM, do PSB, do PP e outros. Parece até que o trabalhismo passou a se definir pela ocupação de secretarias do trabalho.
O partido apoiou a candidatura de Dilma a nível federal, mas em vários lugares apoiou o Serra. Participamos da coligação do PSDB em Minas, do PMDB no Rio Grande do Sul, que apoiou Serra, provocando racha no partido, e demos o vice ao PP em Santa Catarina. Em todos esses lugares, havia candidaturas ao Governo apoiadas pelas forças de esquerda. Optou-se por apoiar os conservadores.
A estratégia de qualquer partido é lançar candidatura própria, em princípio. O PDT já reafirmou esta posição inúmeras vezes. Parece que a direção abandonou esta posição e privilegiou candidaturas de outros partidos. No Rio, que já foi o principal baluarte do PDT, não tivemos candidato a Governador, nem mesmo a Senador. Tínhamos o candidato natural ao Governo, que era Wagner Montes. O Miro Teixeira e o Caó dispuseram-se a concorrer ao Senado. Não foram levados em conta.
Um partido que assim procede é um partido sem rumo político e ideológico, um partido desfigurado, descaracterizado. O PDT entrou na geléia geral da política brasileira. Essa não é a história do trabalhismo, não é o que fez Brizola em vida.
Nós, do MOVIMENTO DE RESISTÊNCIA LEONEL BRIZOLA – MRLB, continuamos na luta pela preservação dos princípios e valores que marcaram a história do PDT e na retomada de nossas bandeiras de luta, que caracterizam o nacionalismo e o trabalhismo, “o caminho brasileiro para o socialismo”, nas palavras de Brizola. Esta é a contribuição que o PDT deveria dar à política brasileira, e não se esvair em mais um PTB ou em um pequeno PMDB.
Em 19 de novembro de 2010.
MOVIMENTO DE RESISTÊNCIA LEONEL BRIZOLA - MRLB
Rua Sete de Setembro, 112 – 2º. Andar – Rio de Janeiro – (21) 2224-5462


