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O MRLB em Brasília

 O MOVIMENTO DE RESISTÊNCIA LEONEL BRIZOLA- MRLB participou dia 30 de janeiro de 2012, em Brasília, da reunião do Diretório Nacional do PDT, através dos companheiros Vivaldo Barbosa, Fernando Bandeira, Carlos Alberto de Oliveira Caó e do Deputado Estadual Paulo Ramos, integrantes do Diretório. Reforçaram o grupo Antônio César e Maria Helena. Esta última não sendo do Diretório, conseguiu a duras penas entrar no plenário (sem direito à voz e voto) graças à boa vontade da funcionária do partido, Eroides.

Os referidos companheiros tiveram atuação brilhante e heróica em razão de a direção partidária ter liberado passagens e estadia na capital apenas para os amigos do “rei”. E não só por isso, como também, por terem enfrentado uma plenária totalmente avassalada pronta para aplaudir os discursos pró Lupi. Evidentemente não foi o caso dos integrantes do MRLB, que afiados em suas críticas à cúpula partidária se inscreveram e deram seu recado: Paulo Ramos mostrou que o partido está cada vez mais afastado de suas bandeiras históricas tornando-se sigla de aluguel. Está desorganizado, sem diretórios na maioria dos Estados, e, nos Estados, se organiza apenas através de comissões provisórias. Ressaltou que é preciso apurar as denúncias a respeito do Ministério do Trabalho e que nos dediquemos à reorganização do PDT. Vivaldo Barbosa criticou de início que a pauta era eleições municipais e não a crise do partido, a necessidade de sua reorganização e os fatos envolvendo o Ministério do Trabalho. Enfatizou que para disputar eleições, o partido leva sua imagem e sua mensagem. A imagem do PDT estava duramente atingida pelos fatos noticiados a respeito da atuação do PDT no Ministério do Trabalho; ressaltou que Carlos Lupi como titular do Ministério não ampliou as conquistas dos trabalhadores, nem se empenhou pela aprovação da Convenção 158 da OIT sobre demissão imotivada, mergulhando nas questões de verbas e ONGs, na formação de mão de obra, que era uma política equivocada que vinha desde o governo. FHC. O Ministério do Trabalho tem a missão de lutar para ampliar os direitos dos trabalhadores. A mensagem do PDT a esta altura está inteiramente descaracterizada, pois o PDT não se firma como partido trabalhista e nacionalista, não é mais brizolista. Faz acordos com todos os partidos de todos os naipes. Fernando Bandeira questionou o fato de o PDT ser um partido trabalhista mas não ter mais o Movimento Sindical,  um dos órgãos de colaboração do partido mais importante,  organizado. Questionou também o afastamento dos sindicalistas do PDT do Ministério do Trabalho. Antônio César defendeu as eleições diretas no partido em todos os níveis. A ressaltar as intervenções brilhantes dos Deputados, Cherini (PDT/RS) e Brizola Neto (PDT/RJ).

 

 

 

 Barraca da cidadania

Participação importante tiveram os companheiros que foram a Brasília no ônibus fretado pelo vereador Leonel Brizola, com a ajuda, para o custeio das despesas, do vereador Sami Jorge, de Fernando Bandeira e de outros dirigentes do MRLB. O ônibus conduziu três delegações: a da juventude socialista do PDT liderada por William; a do MRLB liderada pela valorosa Maria Emília, integrada pelos militantes: Albertina Néri, Maria Conceição, Dalmo Policarpo, Marco Antônio, Paulo Marcos, Calixto, Antônio Carlos, Paulo Vicente, Ivan Pinheiro e Pedro Gasparelo; a dos Vigilantes, liderada pela aguerrida diretora do Sindicato, Sônia Oliveira. Reforçaram ainda a luta do MRLB em Brasília, Rose Oliveira, militante da 4ª Z.E., Amaro Martins e o ex-marinheiro rebelado em 64, exilado na Suécia onde se tornou antropólogo, e hoje, de volta ao Brasil, reforça o Movimento. Esses companheiros se integraram à Barraca da Cidadania montada em frente ao partido, por outro bravo companheiro, Nivaldo Orlandi, que foi de Curitiba com seis militantes, inclusive seu pai. Muito animados, discursaram, entoaram refrões como “O que Brizola construiu Lupi destruiu” e “Não, não, não, não me representa não, é ladrão”, entre outros. Foi tocada a marchinha, de Jorge Curuca (Simão), que resolveu “homenagear” Lupi no carnaval, inspirado nas “lambanças” dele à frente do Ministério do Trabalho.

Tanto os integrantes do Diretório Nacional (do MRLB) como do ônibus, fizeram em Brasília o contraponto a todos os que lá estavam para aplaudir o senhor Carlos Lupi e sua troupe. Quebraram a “unanimidade burra” no dizer do teatrólogo Nelson Rodrigues.